Esta página constituirá um repositório de livros sobre Educação e Inovação.

O tratamento de parte desta bibliografia encontra-se no wiki: http://biblinovacao.pbworks.com/

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Richard Gerver foi diretor de uma escola primária inglesa onde levou a cabo uma transformação inovadora. Duma situação de baixo padrão de qualidade e elevada desmotivação do staff e dos alunos conseguiu torná-la numa escola modelo. Tornou-se consultor do governo britânico e iniciou um ciclo de conferências internacionais.

O livro conta com um prefácio de Ken Robinson, cuja obra é referenciada ao longo livro bem como outras personalidade (David Putnam, Guy Claxton…), que têm defendido uma mudança no sistema educativo no sentido de potenciar os talentos criativos de todas as crianças e jovens. São muitas as interrogações sobre se o sistema educativo está a preparar os jovens para um futuro cheio de incertezas e mudanças, ou se continua agarrado a modelos de educação que serviram o passado.

Vide resumo do livro e respetivas citações

Marc Prenky é um escritor e consultor americano que tem feito uma abordagem crítica ao sistema de ensino e se tem debruçado sobre as tecnologias digitais.

No seu livro «Teaching Dgital Natives» defende ideias que se enquadram em abordagens construtivistas, centradas em estratégias pedagógicas de parceria professor-aluno, no professor que acompanha, numa sala de aula sem filas de carteiras, onde o espaço deixa de estar hierarquizado e o professor deixe o palco.

Algumas citações das primeiras páginas do livro:

«In an increasingly populated and crowded world, choice, differentiation, personalization, and individualization have become, for today’s young people, not only a reality, but a necessity.»(pág.2)

«Based on interviews of almost a thousand of today’s students from all economic, social, intellectual, and age strata, all over the world, I have found that what they say is remarkably consistent.»

«They want to work with their peers on group work and projects (and prevent slackers from getting a free ride).»

O livro está estruturado por capítulos que se iniciam com a formulação de questões orientadoras, para as quais tenta dar resposta. E em cada capítulo apresenta dicas práticas.

Vide resumo do livro e respetivas citações

Ken Robinson é um dos conferencistas mais notáveis que se têm debruçado sobre o sistema de ensino e o seu anacronismo. As suas intervenções públicas encontram-se no Youtube e são muito visitadas.

Em 1998, coordenou a comissão nacional para a criativdade, educação e economia, mandatada pelo governo do Reino Unido, tendo produzido um relatório largamente reconhecido All Our Futures: Creativity, Culture and Education.

O último livro publicado, com edição revista em 2011, foi «Out of our Minds» onde critica os grandes investimentos no sistema de ensino para perpetuar um modelo que já não serve o presente e o futuro da sociedade. Critica a hierarquia de disciplinas, não entendendo por que se há-de dar maior relevância à língua materna, matemática e ciências em detrimento de áreas como as ciências sociais, as artes e educação física, uma vez que os talentos das crianças devem ser potenciados em qualquer uma destas áreas. Considera que esta lógica está muito orientada para a economia. O que deveria ser estimulado na escola deveria ser a criatividade e competências para lidar com a incerteza do futuro.

«All over the world, governments are pouring vast resources into education reform. In the process, policy makers typically narrow the curriculum to emphasize a small group of subjects, tie schools up in a culture of standardized testing and limit the discretion of educators to make professional judgments about how and what to teach. These reforms are typically stifling the very skills and qualities that are essential to meet the challenges we face: creativity, cultural understanding, communication, collaboration and problem solving… They argue over the funding and organization of education, over access and selection and about the best ways to improve standards… Ironically, they promote these policies in the interests of the economy. I say ironically because when I talk with business leaders they complain that education isn’t producing the thoughtful, creative, self-confident people they urgently need: people who are literate, numerate, who can analyse information and ideas; who can generate new ideas of their own and help to implement them; who can communicate clearly and work well with other people. They want education to provide such people, but too often they also cling to an uncritical belief in traditional academic education»

Vide resumo e citações do livro

Conferência RSA – Changing Education Paradigms

Charles Leadbeater é um consultor e investigador inglês na área da inovação e criatividade, com uma experiência de jornalista no Financial Times ao longo de 10 anos. No seu livro We-Think, publicado em 2008, analisa o poder da Web na transformação da sociedade e o seu potencial para a tornar mais aberta, democrática e igualitária, a Web como uma nova cultura de participação das massas e da criatividade e inovação através da partilha.

Existe alguma controvérsia sobre a Internet entre aqueles que a desejam partilhar livremente – música, filmes, ideias, informação e os que pretendem controlar esta actividade, quer as grandes empresas que vêem os seus lucros ameaçados, quer os governos que receiam o livre debate e a democracia.

Leadbeater acredita no potencial da Web para gerar níveis de colaboração e partilha globais, no desenvolvimento do open source e na democratização do acesso à informação e produção de conteúdos, nunca antes experimentado.

«As a consequence of the Web, our freedoms have exploded – not just to shop for cheap last minute deals, but to be creative with tools that help us to express ourselves through writing, making videos, composing music».

Constata que nos últimos 10 anos se assistiu a uma reviravolta na indústria da música, ao declínio da imprensa escrita nos EUA e a um crescimento repentino de gigantes na Web, como a Google, o Youtube, a Wikipedia, etc.

Vide resumo e citações do livro

2020 Shaping Ideas – http://www.ericsson.com/campaign/20about2020/charles-leadbeater.html

John Taylor Gatto foi professor em escolas de NY e publicou alguns livros com uma critica radical ao sistema. Um dos últimos livros tinha o título sugestivo «Weapons of Mass Instruction».

Dumbing Us Down, the Hidden Curriculum of Compulsory Schooling, é uma dura crítica ao sistema de ensino americano (e não só), decorrente da sua experiência como professor ao longo de 30 anos em escolas públicas de NY. A versão original foi publicada em 1992 e a presente edição é de 2010.

J.T.Gatto recebeu prémios de «melhor professor» em 1990 e 1991, o que torna esta sua contestação ainda mais contundente quando compara a escola a uma prisão e a uma rede de vampiros.

«School is a twelve-year jail sentence where bad habits are the only curriculum truly learned. I teach school and win awards doing it. I shoul know.» (pág. 19)

«…slowly I began to realize that the bells and the confinement, the crazy sequences, the aggregation, the lack of privacy, the constant surveillance, and all the rest of the national curriculum of schooling were designed exactly as if someone had set out to prevent children from learning how to think and act, to coax them into addiction and dependent behaviour».

Vide resumo e citações

Guy Claxton é professor de ciências da educação da Universidade de Winchester, com formação no âmbito da psicologia cognitiva. Foi anteriormente professor na Universidade de Bristol. É consultor dos governos da Australia e Nova Zelândia e tem participado em muitas conferências em países do sudeste asiático, europeus e latino-americanos.

Tem vários livros publicados entre os quais «What’s the Point of School? (2008) e «New Kinds of Smart».

Vide resumo e citações de What’s the Point of School?

Sherry Turkle é professora de estudos sociais em ciências do MIT e tem vindo a desenvolver estudos etnográficos sobre a utilização das tecnologias pelos estudantes. O primeiro livro «Live on the Screen» foi publicado em 1995 e este último livro «Alone Together» é o culminar duma investigação de 15 anos sobre a relação da tecnologia com as pessoas, nomeadamente dos robots.

Ver comentário ao livro em: http://www.nytimes.com/2011/01/23/books/review/Lehrer-t.html?_r=1&pagewanted=all

“Alone Together” is really two separate books. The first half is about social robots, those sci-fi androids that promise (one day) to sweep the kitchen floor, take care of our aging parents and provide us with reliable companionship. As always, though, she’s less interested in the machines than in our relationships with them. Turkle begins with the troubling observation that we often seek out robots as a solution to our own imperfections, as an easy substitute for the difficulty of dealing with others.»

Trata-se duma compilação de histórias de vida de ex-alunos da escola inglesa Summerhill, a escola democrática e livre A.S.Neill. É um retrato da escola ao longo dos tempos, desde a sua fundação, com testemunhos de pessoas que a frequentaram ao longo dos seus 90 anos de existência e os impactos que esta vivência teve nas suas vidas.

Uma crítica do livro em: http://blog.personalisededucationnow.org.uk/2011/09/21/book-review-after-summerhill/

«These are a few of the people who have as a key feature of their lives a time spent in a unique community where the real needs of children were met as far as humanity could understand them. They are examples of real education, which is the opposite of what the ordinary schools dispense. The interviewees all testify to the independence of mind and thought which were fostered by the absence of coercion and by participation in the Schulgemeinde, which became the General Meeting.  All who met Neill are unanimous in describing him as retiring but approachable, with none of the conscious striving after recognition of his authority which so often characterises the conventional ‘good’ head. He enabled by having it understood that, so long as no one else’s interests were imperilled, he didn’t care what a pupil did or said he or she was going to do. He recognised that children sometimes say that they are going to do such and such a thing simply in order to feel how it sounds, to use the freedom which fantasy unlocks to examine a project from the point of view of, say, a twelve-year-old.»

O professor americano Gerald Bracey,  falecido em Outubro de 2009, doutorado em Psicologia pela Universidade de Stanford, publicou vários livros criticando a utilização política de acordo com as respectivas agendas e rankings dos países em função dos resultados dos testes internacionais no âmbito do PISA (Programme for International Student Assessment), TIMMS (Trends in International Mathmatics and Science Study), PIRLS (Progress in International  Reading Literacy Study) e outros.

O último livro publicado «Education Hell: Reality vs. Rhetoric»(2009) mereceu uma análise crítica de uma outra professora nas páginas Web da Education Review, da Universidade do Colorado – http://www.edrev.info/reviews/rev876.pdf.

A Educação é muito mais do que estatísticas e não existem testes que possam medir as qualidades das pessoas, como esta professora refere citando o próprio Prof. Bracey:

«Creativity, Critical thinking, Resilience, Motivation, Persistence, Curiosity, Inquisitiveness, Endurance, Reliability, Enthusiasm, Civic-mindedness, Self-awareness, Self-discipline, Leadership, Compassion, Empathy, Courage, Imagination, Sense of Humor, Resourcefulness, Humility. Bracey notes:

These are qualities that people can exhibit on an almost daily basis. And at the risk of diminishing my own profession, I note that none of them require schools. … You want global competiveness? Set up Situations where kids can develop their creative skills. The World Economic Forum Global Competiveness Report for 2007-2008 ranks the US as number one in creativity among 131 nations.»

The Modern School Movement, do professor Paul Avrich, da Universidade de NY, falecido em 2006 é uma pesquisa histórica notável sobre o movimento anarquista no início do séc. XX nos EUA e sobre os seus protagonistas.

A escola moderna nos EUA foi inspirada pelo catalão Francisco Ferrer y Guardia, defensor duma pedagogia libertária, assassinado pelo governo espanhol em 1909.

http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Avrich

http://www.katesharpleylibrary.net/2z358c

Críticas sobre o livro:

http://spinninglobe.net/spinninglobe_html/avrich.htm

http://friendsofthemodernschool.org/

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