Esta página é dedicada ao Seminário de Investigação em Métodos e Técnicas de Recolha e Tratamento de Dados – 1º ano -1º semestre.

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O Seminário teve início no dia 29 de Novembro de 2011 e começou por disponibilizar o «contrato de aprendizagem» para conhecimento e discussão dos participantes.

O «contrato de aprendizagem» funciona como roteiro das unidades curriculares, estruturando-se em objetivos, competências, conteúdos, metodologia, recursos, avaliação. Inclui ainda um roteiro das atividades e respetivo cronograma mensal.

Os recursos online recomendados para este seminário foram reunidos e acrescidos de mais alguns documentos pesquisados na Net sobre métodos de investigação em educação, em http://www.livebinders.com/edit?id=247696

Apresentações sobre Métodos de Investigação em Educação:

Metodologia de Investigação Educacional I – Desenhos de Investigação – 2004/5 – Profª. Isabel Chagas

A concise introduction to qualitative research methods in information sciences and technologies, Prof. Dias Figueiredo – 2010

Orientações para o tema 1 do Seminário – Métodos de Investigação ; 1) leitura sobre diferentes métodos de investigação; 2) cada par de participantes escolhe um método de investigação sobre o qual elabora um artigo e apresenta em forum; 3) Comentário aos restantes trabalhos em forum.

O trabalho realizado com o meu par incidiu sobre o método etnográfico, com base na escolha de um artigo académico. A discussão em forum que se seguiu à apresentação dos trabalhos sobre os diversos métodos de investigação foi muito rica, uma vez que todos os trabalhos/métodos acabaram por ser analisados e comentados por todos – investigação extensiva, estudo de caso, método biográfico, método experimental, investigação-ação.

  • Post sobre o método quantitativo de investigação – estudo extensivo:

O estudo extensivo e os levantamentos estatísticos em larga escala não serão os métodos que iremos seguir nos nossos futuros trabalhos, mas são muito úteis para termos quadros de referência do universo dos sistemas.

O mau uso e a manipulação que são feitas das estatíscas da educação, leva-nos, por vezes, a ter algumas reservas e, até algum, preconceito. Eu fico sempre incomodada com a forma como os jornais tratam os rankings das escolas, quando tantas variáveis são negligenciadas. Parece uma competição futebolística ou uma corrida para lado nenhum. O mesmo acontece com os resultados do PISA, nas comparações internacionais, como se só isso bastasse para dizer que um sistema educativo dum determinado país é melhor do que outro.

A propósito do PISA, o Prof. Stephen Heppell, ligado à área de comunicação e media, critica a forma como estes resultados têm sido tratados – http://www.heppell.net/pisa/. E o artigo PISA according to PISA – http://www.univie.ac.at/pisaaccordingtopisa/introduction_pisaaccordingtopisa.pdf, considerando os aspetos positivos, identifica as suas limitações:

«Almost all of the chapters raise serious doubts concerning the theoretical and methodological standards applied within PISA, and particularly to its most prominent by-products, its national league tables or analyses of school systems. Without access to the full set of original data, it is difficult to come to final conclusions. However, from our viewpoint, a few points seem to be evident beyond any reasonable doubt:
– PISA is by design culturally biased and methodologically constrained to a degree which prohibits accurate representations of what actually is achieved in and by schools. Nor is there any proof that what it covers is a valid conceptualization of what every student should know.
– The product of most public value, the national league tables (cf. Steiner-Khamsi 2003), are based on so many weak links that they should be abandoned right away. If only a few of the methodological issues raised in this INTRODUCTION: PISA ACCORDING TO PISA 13 volume are on target, the league tables depend on assumptions about their validity and reliability which are unattainable.
– The widely discussed by-products of PISA, such as the analyses of “good schools”, “good instruction” or of differences between school systems and on issues like gender, migration, or social background, go far beyond what a cautious approach to these data allows for. They are more often than not speculative, and would at least need a wider framing by additional research looking at the aspects, which PISA by design cannot cover or gets wrong.
– Any policy making based on these data (whether about school structures, standards or the curriculum) cannot be justified. The use and misuse of PISA data in such contexts – done with or without PISA researchers consent or cooperation – belongs solely to the sphere of policy making. Of course PISA researchers have the same right as every citizen to pronounce their political convictions in public. However they cannot do so claiming research as an unquestionable basis for their arguments.»

Os métodos de investigação não são bons nem maus em si mesmos, tem de se procurar os que melhor se adaptem ao objeto do estudo e às questões-chave que pretendemos analisar.

Muitas vezes o que acabamos por adotar é um método misto que pode recorrer a técnicas quantitativas e qualitativas (como é o estudo de caso).

Para os colegas que não estejam tão familiarizados com as estatísticas da educação nacionais e internacionais, aqui ficam algumas ligações:

Estatísticas da Educação – http://www.gepe.min-edu.pt/np4/estatisticas

Eurydice – Sistemas Educativos da UE – http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice/index_en.php

OECD Education at Glance – (sumário) http://www.oecd.org/dataoecd/23/3/45953903.pdf

Education at a Glance 2011: OECD Indicators – http://www.oecd.org/document/2/0,3746,en_2649_39263238_48634114_1_1_1_1,00.html

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Acabei de ler um post num blog – Innovation Leaders Network – a propósito da interpretação estatística e da extrapolação de dados, cheio de ironia.
The Exigency of Extrapolation – http://timkastelle.org/blog/2011/12/the-exigency-of-extrapolation/

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O artigo que escolheram indica uma amostra de 177 cidadãos/destinatários, surgindo-me a dúvida se isto será um estudo extensivo.

Parece-me que os estudos extensivos se enquadram mais nos objetivos institucionais que necessitam de ter levantamentos universais ou representativos dos sistemas ou situações.

Muitos dos estudos levados a cabo pelo ME têm estas características, de natureza mais objetiva e de interpretação direta dos dados recolhidos junto dos estabelecimentos de ensino –

Estatísticas da Educação – http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=606&fileName=EE2009_2010.pdf

50 Anos de Estatísticas da Educação – 2009 – http://www.gepe.min-edu.pt/np4/376.html

Isto não significa que não sejam desenvolvidos muitos outros estudos com componentes qualitativas, mas sempre numa perspetiva extensiva e de representatividade, como este estudo recente (2010), respeitante à reorganização da Educação Especial:

Estudo «Implementação do D.L. nº 3/2008», que incidiu sobre quatro grandes questões: (1) utilização da CIF como referencial na descrição da funcionalidade dos alunos elegíveis e não elegíveis; (2) procedimentos de referenciação, de avaliação especializada e de elaboração do relatório técnico-pedagógico; (3) medidas educativas selecionadas para os alunos elegíveis e não elegíveis; (4) recursos e apoios disponibilizados pela escola (disposições finais) e que está disponível em – http://www.dgidc.min-edu.pt/educacaoespecial/index.php?s=directorio&pid=6

Recordo-me de alguns estudos em que estive envolvida há uns anos atrás sobre a utilização das TIC, com a colaboração/contratação de IES e que também tinham uma dimensão extensiva e representativa, baseados em inquirição com perguntas fechadas e abertas. Por exemplo, estudos sobre a formação inicial e contínua de professores em TIC cuja inquirição foi universal a todas as entidades formadoras. Um outro estudo sobre a utilização das TIC pelos alunos (2003), em que se constituiu uma amostra de cerca de 85.000 alunos, tendo em conta alguns critérios de seleção de escolas a nível regional, por tipologia de estabelecimento de ensino e de acordo com um índice de desenvolvimento social (IDS – que associava esperança de vida, nível educacional, conforto e saneamento). Na altura, tínhamos adotado como ponto de partida um questionário da OCDE (tendo como destinatários alunos) que adaptámos aos objetivos do estudo: (i) conhecer qualitativamente e quantitativamente o equipamento pessoal dos alunos e das famílias; (ii) conhecer as características da utilização que os alunos fazem do computador, dentro e fora do espaço da escola; (iii) inferir do modo como os alunos fizeram a sua formação em TIC; (iv) inferir o que pensam os alunos acerca das TIC e suas potencialidades para a sua vida de estudantes; (v) relacionar as variáveis: – tem equipamentos informáticos; -como e quanto tempo usa o computador e a Internet em casa e na escola (com IDS).

Penso que estes estudos deveriam ser feitos periodicamente partindo duma mesma base para podermos analisar a evolução.

Quanto à construção dos questionários exige-se algum rigor, por exemplo, na formulação das questões para não orientarem as respostas.

Nas investigações levadas a cabo no âmbito de mestrados ou doutoramentos, os alvos de estudos tendem a ser mais restritos, sejam em termos de público-alvo, sejam de contexto. Os estudos que são feitos a nível pessoal não têm o suporte/autoridade institucional e carecem sempre da boa vontade e colaboração do terreno.

Com a quantidade de informação e estudos disponíveis, parece-me mais importante fazer um bom uso dessa informação e fazer triangulação da mesma e atuar no contexto em que nos movemos para tentar influenciar, ou mesmo, operar alguma mudança. Por isso os métodos qualitativos (etnográfico, investigação-ação, biografia, estudo de caso) são mais comuns na nossa situação, podendo também recorrer à inquirição a uma escala menor.

Eu acredito no poder de transformação, e podemo-lo fazer a muitas escalas e níveis, consoante os contextos em que nos encontramos, havendo momentos e contextos em que podemos ter um papel e impacto mais significativo do que noutros.

  • Posts sobre o método investigação-ação:

Vou deixar aqui o meu último comentário ao método investigação-ação que muito me apraz – http://screencast.com/t/pJ9WuhPbn      

Trata-se de mais uma sistematização sobre outras referências que encontrei na Internet, para além dos dois artigos escolhidos da Celestina//Berta e do Gaspar/Ana.

Apesar de ambos os artigos serem muito interessantes, encontrei numa pequena brochura da Brown University apoiada pelo U.S. Department of Education’s Office of Educational Research and Improvement, com exemplos de aplicação prática, isto é projectos/relatos de investigação de resposta a problemas concretos – http://www.lab.brown.edu/pubs/themes_ed/act_research.pdf

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É lamentável que a escola pública não tenha incentivado estes métodos e tipo de organização escolar…e não só no 1º ciclo…

Apesar da professora do MEM dizer que os professores têm a liberdade para seguir o método que entenderem, o que é facto é que a generalidade deve estar a seguir a cartilha tradicional.

Não é só a rapidez com que os miúdos aprendem a ler e a escrever, é tudo o resto, é o trabalho colaborativo, são os projetos ligados à vida real, é o desenvolvimento do espírito crítico, são os debates/assembleias que os miúdos arbitram, é cada um aprender ao seu ritmo, é aprenderem a exercer a democracia e a solidariedade. É acima de tudo gostarem de aprender e da escola.

Há uma sequência de vídeos no Youtube e no site do MEM – http://youtu.be/ElKR_T4_RBQ

A única escola pública com contrato de autonomia que segue esta abordagem é a Escola da Ponte, que chegou a ser posta em causa há uns anos atrás – http://www.escoladaponte.com.pt

O blog/jornal da escola – http://jornal-dia-a-dia.blogspot.com/ , com o vídeo duma visita de professores brasileiros

As delarações dum dos fundadores (José Pacheco) e um vídeo que faz uma boa reportagem sobre o funcionamento desta escola diferente -http://youtu.be/H_M37tcE-5I –

  • Posts sobre o método «estudo de caso»:

Dado o meu interesse no método do estudo de caso (ou como é referido por autores no vosso artigo «estratégia de investigação» «modalidade de investigação mista») gostei muito de ler o artigo que escolheram e o vosso trabalho.

Li também o capítulo sobre «Case Study» da bibliografia de referência da Univ. Plymouth que apresenta um resumo final de caracterização dizendo que os estudos de caso:

•são empíricos (não apenas teóricos)
•incidem sobre acontecimentos contemporâneos da vida real (não históricos, embora possam reexaminar acontecimentos históricos)
•baseiam-se em explicações de acontecimentos e circunstâncias
e envolvem:

•uma inquirição empírica
•investigação do fenómeno contemporâneo dentro de seu contexto de vida real
•fazem a ponte entre o fenómeno e o contexto (situação)
•utilizam múltiplas fontes de informação (e não uma só)
assim:

•o estudo de caso não é um método …muitos métodos podem ser incorporados
•os métodos devem ser ditados pela necessidade de compreender
•o estudo de caso é apropriado ao que ainda não está claro ou quais as questões que se querem formular…embora trabalho preliminar (por exemplo, usando um questionário) possa apontar o caminho para algumas questões relevantes
Escolher o estudo de caso:

•tem de ser um caso sobre algo
•é importante ter uma ideia razoávelmente definida sobre o tipo de caso que se pretende investigar
•tem de acreditar em algo no início que possa ser testado ( o estudo de caso pressupõe abertura de espírito)
•esta crença poderá estar alicerçada em trabalho anterior sobre o assunto
Porquê o estudo de caso…

•para melhorar a prática
•para estabelecer uma relação próxima entre a dimensão académica e a dimensão prática
•para oferecer aos profissionais sugestões sobre modos apropriados de agir
•para informar os profissionais sobre um caso como forma de compreender outros (generalização)
Atrativos do estudo de caso…

•lembra trabalho de detetive
•ou jornalismo de investigação
•os métodos usados na investigação estarão intimamente relacionados com a natureza do caso
Problemas com o estudo de caso…

•há quem o considere «não teórico» e impreciso
•requer uma forte dedicação do investigador
•o progresso é incerto
•as generalizações são difíceis de argumentar
Há um conjunto de questões-chave a considerar:

•O que é que se está a investigar?
•O que constitui prova para a resposta?
•Que descrições alternativas ao que se lhe apresenta são possíveis?
Consequentemente:

•Pesquise as alternativas procurando outros pontos de vista
•Tenha abertura de pensamento mas seja determinado na finalidade
•Tenha em conta os seus preconceitos e ideias predefinidas
Foi recentemente publicado um estudo múltiplo de casos coordenado pelo Centro de Competência da Universidade de Évora com a colaboração doutras IES, com vista ao conhecimento e participação das escolas no projeto SeguraNet e outras atividades educativas no domínio da utilização segura da Internet. Teve por âmbito dez escolas com 2º e 3º ciclos do ensino básico, 1178 professores e 5.257 alunos. A cada escola corresponde um estudo de caso. Os instrumentos de recolha de dados foram o questionário aos alunos e entrevistas estruturadas aos professores. Recomendo uma visita – http://www.seguranet.pt/repositorymodule/collection_view/id/279/

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A propósito da bibliografia disponibilizada pelo Nuno sobre o Estudo de Caso, estive a ler um artigo brasileiro «Usos e abusos dos estudos de caso», dum programa de pós-graduação, que analisa perspetivas diferentes de «estudo de caso», baseando-se nas posições dos dois autores de referência Robert Yin e Robert E. Stake.
http://www.scielo.br/pdf/cp/v36n129/a0736129.pdf

Transcrevo apenas alguns parágrafos das considerações finais:
«Cabe, inicialmente, enfatizar que os dois autores analisados estão claramente de acordo em dois pontos, apontados no início deste artigo, como essenciais à compreensão dos estudos de caso: nem todo estudo de uma única unidade pode ser considerado um estudo de caso, e estudos de caso não são fáceis de ser realizados, ao contrário, eles se revestem de grande complexidade,o que exige o recurso a técnicas variadas de coleta de dados.
Verificou-se porém, que há divergências entre aqueles autores, tanto no que se refere à caracterização dos estudos de caso quanto à questão da generalização, divergências essas claramente vinculadas aos pressupostos dos paradigmas com os quais cada um deles se identifica.
Resta, agora, relacionar as concepções de Stake e Yin sobre os estudos de caso ao diálogo com os pares, para a validação do trabalho científico.»

«Quanto à possibilidade de generalização a partir dos estudos de caso, mostrou-se que Yin considera que é sempre possível gerar hipóteses que possam ser testadas em outros contextos (replicação) e, caso sejam reiteradamente confirmadas, podem ser generalizadas para contextos similares 2generalização analítica”). Já Stake (2000, p.439) afirma que a generalização não deveria ser uma exigência feita a todo e qualquer estudo, pois essa preocupação, caso seja excessiva, pode desviar a atenção do pesquisador de aracterísticas importantes para a compreensão do caso em si. Admite, porém, que “mesmo um estudo de caso intrínseco pode ser visto como um pequeno passo em direção a uma grande generalização”. O que Stake (1978) introduz, ao propor sua “generalização naturalística”, é uma mudança de perspectiva: sugere que ao invés de assumir a responsabilidade de definir para que populações e/ou contextos
os resultados obtidos podem ser generalizados, o pesquisador deixe essa decisão para o leitor. Este, ao se deparar com a descrição detalhada dos sujeitos, das relações que mantêm entre si, de seus comportamentos e das situações em que ocorrem, enfim, com uma “descrição densa” do caso, decidirá se as interpretações, hipóteses, insights apresentados naquele estudo podem ser aplicados ao caso de seu interesse.»

  • Posts sobre estudo biográfico/história de vida:

Parece-me que as características do método implicam essa aproximação pessoal, com o risco de poder transparecer alguma subjetividade e empatia.

Se se pretende fazer uma inquirição objetiva e positivista temos de optar por outro método, inquérito ao universo ou à amostra, com perguntas fechadas. Serve uma outra finalidade. Não serve para perceber as relações do indivíduo com o que o rodeia.

As biografias, normalmente têm como objeto de pesquisa o(s)próprio(s) sujeito(s), com a sua colaboração. Todos nós lemos biografias de personalidades que nos tocaram. Eu li aos 18 anos a biografia de Bertrand Russell e apaixonei-me literalmente pela personalidade e percurso de vida. Outra autobiografia que me tocou pela prosa poética foi a do poeta chileno Pablo Neruda.

Já li o artigo escolhido pela Isabel e pelo Rui «O impacto da deficiência nos irmãos: histórias de vida» que incide apenas sobre 5 indivíduos, que têm irmãos com deficiência. O facto do universo ser reduzido não me parece que ponha em causa as conclusões a que chega, estou convencida que se pode extrapolar para um universo mais abrangente.

E, tendo lido o trabalho dos colegas sobre as histórias dos professores possivelmente acontecerá o mesmo.

Cada história de vida tem as suas particularidades, mas podem emergir fatores comuns quando vários indivíduos pertencem a uma mesma comunidade ou partilham idênticos problemas.

Li recentemente um livro que foi publicado este ano, com histórias de vida de ex-alunos de Summerhill. A escola foi fundada em 1921 e começou por estar situada na Alemanha, onde A.S. Neill viveu algum tempo, e nos anos seguintes sedeou-se em Inglaterra. As histórias de vida narradas, passam-se ao longo de 80 anos. Desde uma velha senhora que frequentou a primeira escola na Alemanha, a pessoas que viveram na escola durante a guerra até à geração mais nova. Os percursos de vida são todos muito diferentes, mas há um fator comum que emerge da vivência destes ex-alunos, o sentimento de liberdade, de democracia e de sentido de comunidade, pois eles são «summerhillians».

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O artigo que o Ricardo anexa refere que as histórias de vida têm uma tradição na psicanálise e na sociologia e que «o interesse de um estudo de caso particular prende-se normalmente por ser especialmente ilustrativo de um fenómeno mais global» e que a biografia se pode centrar nos traços individuais mas também nas regras de funcionamento dum certo grupo social».

Como as pessoas vivem em sociedade é muito natural que reflitam o tempo histórico que vivem e por isso me fascinam alguns detalhes que podem decorrer dessas vivências pessoais para compreender outras dimensões sociais, políticas e históricas.

Das histórias de vida podem perceber-se hábitos quotidianos e diferenças culturais. Para perceber certas comunidades (emigrantes, etnias, etc)necessitamos duma observação e diálogo de proximidade que nos leve a níveis de profundidade e intensidade que não se conseguirão doutra forma.

No artigo é referido um autor (Legrand) que defende que a «reflexão sobre a história de vida e um trabalho específico sobre o passado poderá desencadear mudanças no indivíduo» e que as histórias de vida nos podem levar a «refletir sobre os condicionalismos sociais a que todos nos encontramos sujeitos e nos determinam em muitos aspetos da vida».

Assim, as histórias de vida passaram a ser uma abordagem útil para certas disciplinas como a psicologia, a sociologia, a criminologia, etc.

No meu mestrado, num trabalho entre pares, analisámos um website americano muito bem «desenhado» sobre o sistema criminal de justiça americano, na ótica do repórter. Neste website são relatadas histórias de vida e testemunhos de pessoas que foram presas, contextualizando-se socialmente as suas vidas. Destas experiências de vida é lógico inferir e extrapolar as causas que levam muitos outros à prisão. Revisitei o site – 360 degrees – http://www.360degrees.org/perspectives.html. Vale a pena ouvir as entrevistas gravadas.

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Não me irei debruçar sobre o método biográfico/histórias de vida, que me parecem estar explicitados nos trabalhos apresentados sobre o mesmo, irei comentar o artigo que escolheram.

Referem que o estudo não será de grande riqueza científica e, efetivamente, a descrição do método parece ter-se centrado numa reunião de grupo.

No entanto, o objeto de estudo parece-me muito interessante e pertinente, pois quando uma família tem um elemento mais vulnerável e dependente é natural que as atenções se centrem sobre ele, como forma de o proteger. Quando existem vários irmãos o impacto que essa situação tem na vida dos que não têm aquela incapacidade, merece ser estudada.

A natureza e os graus de deficiência/incapacidade agravarão ou não esse impacto.

A entrevista/discussão em grupo pode ser mais enriquecedora do que a entrevista a dois, pois os vários intervenientes podem trazer diferentes pontos de vista e suscitar uma dinâmica de discussão, que não ocorre num diálogo. Neste caso, até quase que funcionou como terapia de grupo, pois apesar de serem apenas cinco indivíduos que partilhavam o mesmo problema, terem um irmão com deficiência, os sentimentos e atitudes partilhados poderão ser facilmente extrapolados para outros casos.

«Eu consegui perceber o quanto a gente evoluiu com esse grupo quando a gente coversou com outros irmãos que eram a primeira vez que estavam participando».

O consenso de que estes irmãos assumem uma responsabilidade precoce, que se sentem negligenciados/preteridos porque a atenção dos pais vai para o irmão com deficiência, sentimentos de ciúme, sentimentos de vergonha perante a sociedade (os colegas) por terem um irmão diferente, sentimentos de culpa porque têm a sorte de não terem a incapacidade do irmão, podemos compreender que devem ocorrer noutras situações similares. Ocorrem, por outro lado, outras evidências positivas como sentimentos altruistas e de solidariedade, de tolerância à diferença, atitudes humanitárias e de maturidade e, normalmente, vínculos familiares muito fortes.

Os contextos familiares, a situação económica, a estrutura de valores são muito importantes para a superação das dificuldades, e ainda que a situação seja dramática, o percurso de vida das pessoas pode conhecer o sucesso.

Todos devem conhecer as TED Talks e as conferências do RSA e as várias intervenções de Ken Robinson. No entanto, existe um pequeno video autobiográfico que vos deixo aqui – What inspires Sir Ken? – onde ele narra, de forma breve, o seu percurso de vida, os efeitos da poliomielite quando era criança, a figura heróica do pai, que ficou tetraplégico a partir de determinada fase da vida, sem contudo ter perdido o seu papel nuclear na família. Sem «melodrama» uma história edificante.

  • Posts sobre o método etnográfico, sobre o qual incidiu o trabalho que fiz com o meu par. Muitos destes posts seguem uma sequência de discussão doutros colegas:

Da nossa pesquisa sobre o método “estudo etnográfico” selecionámos o seguinte artigo: rática e Aprendizagem da Investigação Sociológica no Estudo Etnográfico duma Escola Básica 2.3.

O artigo que escolhemos é elaborado por um professor que vem da área da antropologia/sociologia, e que é conhecido (no contexto daquela escola onde faz o estudo)como formador, e o objetivo do seu estudo tem enfoque na análise da «cultura dos professores».

As observações que vai fazendo ao longo de ano e meio passam por assistir às reuniões dos órgãos da escola, por entrevistas formais e informais e por muitas interações que vão sendo feitas com os professores. Parece-me que a sua observação, apesar da aproximação que ocorre ao longo daquele período de tempo, não tem um grau de intromissão, ou uma participação no sentido de mudança. O que lhe interessa é observar e registar os comportamentos e fatores culturais.

Embora o estudo etnográfico possa assumir um grau de participação mais ativo, parece-me que é diferente do método investigação-ação, onde efetivamente o professor/investigor é ator e agente de mudança. Aqui existe um envolvimento do professor enquanto investigador da sua ação, num processo de refexão sobre a sua prática com vista ao seu desenvolvimento profissional, com impactos no contexto em que atua. Na investigação-ação há uma intencionalidade prática para a mudança, atuando em problemas concretos no sentido de os superar, numa base colaborativa.

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Ontem recebi mais uma newsletter de Stephen Downes onde vem um link para as comunicações duma conferência realizada muito recentemente na Austrália, promovida pela Univ. Tasmânia
ASCILITE 2011 – Changing Demands, Changing Directions – com preocupações sobre a evolução do ensino superior e o papel da tecnologia «discussion and collaboration amongst those with primary responsibility for teaching and the design and development of resources, and those with primary responsibility for the management and strategic direction of learning and teaching».

Li, entretanto, uma das comunicações que me pareceu muito curiosa pois enquadra-se num estudo etnográfico sobre as perceções dos estudantes de cursos a distância/elearning sobre esta forma de aprendizagem.

A comunicação tem um título sugestivo «Encontros Afectivos e Envolvimentos Espaciais: Pedagogias do Desejo no e-Learning» e as questões que formula são:
«Como é que os estudantes se conseguem envolver nos ambientes de e-learning? Quais são os encontros afetivos e relações espaciais dos estudantes nestes ambientes?»
E as referências teóricas em que se apoia são a Teoria do Ator na Rede/ANT (Latour e Law) e a Teoria Não-Representativa/NRT (Thrift, com influência de Deleuze). Ora, estas referências são muito recentes e, para mim, novidade.

Nos parágrafos relativos à metodologia, a autora do artigo (Reem Al-Mahmood – jovem investigadora da área de Educação da Univ. Melbourne) diz: «I have worked the ‘methodological frontiers’ and have crossed boundaries in the methodological choices adopted. I have drawn on transdisciplinary approaches from ANT and NRT, traversing the discipline boundaries of Human Geography, Education, Visuality and Philosophy».

Portanto, uma perspetiva não compartimentada e que me parece mais enriquecedora.

Quando pensamos no Renascimento e nas figuras sábias como Leonardo da Vinci, o que espanta é uma visão pan-disciplinar, uma dimensão multifacetada do ponto de vista científico, cultural, artístico. Interrogo-me se as redes e a conectividade não constituem hoje uma oportunidade para um saber mais eclético, transdisciplinar e articulado.

Neste artigo, o estudo é focalizado e restrito e a autora explica: «My aim in choosing this small scale study is in line with Goodyears’s (2011) prediction that educational research will move away from golden standard large scale studies and hypothesized studies towards smaller scale design studies to inform rich design patterns for interpreting and producing (e-)learning environments»

Ela pretende explorar (des)conexões, (des)localizações e (des)mantelamentos, seguindo paixões, desejos, desconcertos de estar em sítio nenhum (no-where), entre (in-between), em trânsito, em antecipação: «I consider how spacialities and materialities (per)form e-learning as they hold/disrupt and (dis)connect various boundaries of physical and digital spaces» e cita (Newman, 2006) «We live in a world of compartments and borders which may be more fluid and elastic, easier to cross than in the past, but they are out there all the same, impacting upon the minutiae of our daily life practices, identities and affiliations».

No artigo ela cita os estudantes entrevistados, sobre a sua relação com o laptop e o LMS e, apesar da tecnologia ter passado a ocupar uma grande parte das nossas vidas, é significativa a veemência duma das estudantes: «They just give you a computer in a cage, that’s not enough. You always live with a computer, it’s not real!»…«You can see all things, you can hear…you’re just like a tiger, which lives in a cage…»

Outro registo doutra estudante: «I feel all the communication is just …typing and I click the Enter and Send, and that’s a message. So I think computer(s) really (the) Internet and computer(s) really change the human world…the behaviours and…peoples’ thinking patterns…dramatically, totally, radically…»

Deixo-vos o link para o artigo:
http://www.leishman-associates.com.au/ascilite2011/downloads/papers/Al-Mahmood-full.pdf

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Ora vamos lá «tertuliar»,

Como já tinha referido num anterior post, o vosso artigo foi um dos primeiros a ser lido, uma vez que também apresentámos trabalho sobre o método etnográfico.

Um dos aspetos interessantes do estudo é comparar as perceções sobre cultura que os estudantes têm na fase inicial do estudo e o debate e reflexão que fazem ao longo do tempo, levando-os a alterarem as suas perceções e, até, alterarem os seus comportamentos.

O tema é mais que pertinente dados os fluxos emigratórios para Espanha, que as estatísticas da educação oficiais confirmam: de 2000 para 2005 o número de estudantes universitários mais que triplicou, de cerca de 141 mil para 530 mil. Nos ensinos primário e secundário o aumento ainda é mais significativo. Mais de 85% dos alunos são de origem não europeia, provêm de África e da América Latina.

O professor da cadeira Educacion y Diversidad Sociocultural defende que não existem culturas mas sim diferenças culturais, e que estas são mais individuais do que grupais, levando o indivíduo a atuar consoante as situações e os contextos.

Alguns dos estudantes acabam por adotar este conceito, constatando a contradição do conceito de cultura noutras cadeiras do curso, para não falar do discurso dos media e dos noticiários.

O estudo tem o mérito de por os estudantes a debater e a trocar pontos de vista sobre o conceito de cultura. Uma das estudantes reconhece que o mais importante que retirou deste processo foi «aprender a respeitar» as diferenças culturais dos emigrantes, e a por de lado os preconceitos e comportamentos discriminatórios.

Efetivamente um certo conceito comum de cultura, de que cada povo tem a sua cultura, a qual está relacionada com um território, vai perdendo validade num mundo cada vez mais globalizado e com tanta mobilidade de pessoas. As pessoas já não se espantam com a singularidade de certos costumes e crenças. Já pouco resta para descobrir. Como uma das estudantes no estudo refere: «…cuando a una persona que le gusta reggae, le gusta la comida china, ir a los toros y es negro, de que cultura es? Por eso la cultura es la forma de vivir, como te sientes, como lo vives.»

Como este artigo está muito centrado no estudo, ainda que explicite o método (referido como método naturalista) e técnicas usadas (questionário/ficha pessoal; observação/registo em diário de campo; ensaios escritos pelos sujeitos em observação; entrevistas; anotações sobre as aulas/anotações pessoais), vamos deixar aqui um dos diagramas feitos sobre as virtualidades e limitações do método etnográfico, que não incluímos no nosso trabalho (por termos esgotado as 2 páginas). O diagrama foi feito com uma aplicação muito simples Bubbl.us.

bubbl_metodo etnografico limit vrtua

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Ainda na sequência do meu post e a propósito do método etnográfico, tinha começado a ler antes do início do doutoramento, um livro recente duma investigadora do MIT, Sherry Turkle, com formação nas áreas de sociologia/psicologia e que levou a cabo uma investigação ao longo de 15 anos, sobre as relações das pessoas com a tecnologia. Da relação pessoa-computador nos anos 80, com a Internet nos anos 90, com os mundos virtuais, na úlima década – nas redes sociais, com os robots, no second life.

O seu livro Alone Together aborda o esbatimento entre a vida real e a vida virtual, as dificuldades nas relações diretas entre as pessoas leva-as a procurar uma alternativa nas redes sociais.

Ganhou-se a autonomia e a flexibilidade de espaço e tempo para fazermos multitarefas com as tecnologias, mas na resposta instantânea perde-se o tempo da reflexão.

Neste mundo virtual acabamos «sozinhos juntos». Existem várias conferências disponíveis na Internet, deixo-vos este link – http://youtu.be/5AeMSQdUUEM

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Quanto a mim o método etnográfico implica uma «imersão» do investigador no seio do grupo em análise num determinado contexto ou situação, ao longo de um período mais ou menos alargado de tempo, para permitir uma observação continuada, para registo de comportamentos, cultura, valores.

A etnografia está originalmente muito ligada à antropologia (e à sociologia) e como é referido do artigo de Wolcott, há uma ideia romântica do antropólogo que parte para um lugar exótico para «passar um ano com os indígenas».

Compreende-se a adoção do método pela investigação na educação, pois muitos dos estudos realizados por professores/investigadores tem enfoque em cursos ou turmas, pois o professor vive com os alunos dentro desse contexto ao longo dum ano (ou um semestre).

O debate que se faz sobre o método etnográfico centra-se no grau de proximidade/distanciação do investigador para fazer essa análise, ou seja da parcialidade/imparcialidade, linha muito ténue, facilmente transgredida, ou posta em causa por uma perspetiva mais positivista da investigação.

Um dos fatores importantes no método é a linguagem e a sua interpretação, que pode ser simultaneamente a sua virtualidade e a sua limitação, tudo depende da competência do investigador em ser fiel ao registo do que observa, do que o grupo-alvo diz ou faz. Mas por muito fiel que se queira ser, até que ponto é que interfere a interpretação do investigador? Os contextos são complexos e são muitas as variáveis que se têm de cruzar. As situações alteram-se e aquilo que o próprio observado faz ou diz pode não ser verificável noutro momento.

«The ethnographer’s concern is always for context. One’s focus moves constantly between figure and ground – like a zoom lens on a camera – to catch the fine detail of what individuals are doing and to keep a perspective on the context of that behavior.» (Wolcott)

A riquesa do método está na sensibilidade ao contexto e só com esta abordagem ser possível perceber as diferenças culturais, ter uma sensibilidade a questões de género, etnia, crença, etc.

O artigo que escolhemos centra-se na cultura dos professores duma EB 2,3, observada ao longo de ano e meio (1993/4). É curioso que passados tantos anos, alguns comportamentos se continuem a verificar, quando é referido o desconforto e desconfiança de alguns professores observados face a eventual entrada do professor/investigador/observador no seu espaço de sala de aula. Este comportamento continua a verificar-se hoje com muitos professores.

No artigo que a Isabel Fernandes/Teresa Coimbra escolheram é feito um estudo etnográfico numa cadeira dum curso superior em educação (formação inicial de professores) em que é analisada a perceção do conceito de cultura pelos estudantes/futuros professores, que necessitam de estar preparados para escolas/turmas multiculturais.

  • Post sobre método experimental:

Ainda não me tinha pronunciado sobre o método experimental/quase experimental apesar de 3 pares de colegas o terem tratado.

Confesso a minha menor adesão a estes métodos, mas achei interessante o artigo que escolheram e resolvi fazer um comentário em formato alternativo ao habitual texto no forum. Fica aqui o meu screencast – http://www.screencast.com/t/kxHAAxgUrLR – se tiverem paciência para o ouvir (cerca de 3 min). Não acrescentará muito ao que já foi dito no vosso trabalho e pelos colegas nesta linha de discussão, mas é mais uma opinião.

Para quem não conhece o JING, ferramenta que usei para este screencast, aqui fica um dos muitos demos: http://www.techsmith.com/tutorial-jing-record-video.html

Foram organizados links sobre os deferentes métodos nos seguintes Livebinders:

Métodos e Técnicas de Investigação – http://www.livebinders.com/edit?id=247696
Estudo de Caso – http://www.livebinders.com/edit?id=247696
Método Etnográfico – http://www.livebinders.com/edit?id=252805
Investigação-ação – http://www.livebinders.com/edit?id=252812

Esquema sobre Métodos Quantitativos versus Métodos Qualitativos

Mapa mental sobre o Estudo de Caso em: http://www.webspirationclassroom.com/publish.php?i=1051895a2f8d4

Orientações para o tema 2 do Seminário – Inquérito por questionário – Constituídos grupos de 4 para apresentarem um documento síntese sobre aspetos a observar num inquérito por questionário até dia 14 de Janeiro.

Recomendações para construção de um questionário – http://youtu.be/53mASVzGRF4http://youtu.be/5sQlENcrwVs

Links sobre técnicas de recolha de dados – (pearltree) – http://pear.ly/9nd5

Mapa mental sobre inquérito-questionário

Inquérito-Questionário

Análise do II Inquérito Nacional do IDT – http://prezi.com/hn4g9krhijjw/estudo-extensivo-do-idt-analise/

Trabalho do Tema 2 – Inquérito por Questionário disponível em (trabalho de grupo) http://construcao1inquerito1questionario.pbworks.com

Trabalho do Tema 3 – Análise Quantitativa de Dados (trabalho de grupo sobre a análise do Relatório do Instituto da Droga e Toxicodependência) – http://analise1quantitativa1dados.pbworks.com/

Trabalho do Tema 4 – Técnicas Qualitativas de Investigação – Grupo de Discussão (trabalho em par sobre a scola nacional de Bombeiros) – http://grupo1discussao.pbworks.com/

As componentes do trabalho (registo audio, registo vídeo, transcrição) estão reunidas no PREZI -http://prezi.com/oxfxdmvz5xpe/grupo-de-discussao-par-brandaoreis/   

O trabalho do Tema 5 – Análise dos dados – Grupo de Discussão – reuniu os temas 4 e 5, isto é, a recolha e a análise dos dados da discussão de grupo realizada na ENB, disponível em wiki: http://grupo1discussao.pbworks.com/w/page/50498250/FrontPage

O trabalho final foi dedicado à aplicação dos instrumentos metodológicos tratados ao longo do seminário na futura tese de doutoramento (vide fim de página).

Arquivador de links sobre Métodos de Investigação (livebinders)

Auto avaliação do Seminário

O balanço global da participação neste Seminário, que terminou em meados de Março de 2012, é bastante positivo. O contrato de aprendizagem foi cumprido e o papel de orientação das duas professoras foi bem desempenhado, com feed-back em todos os momentos necessários e uma presença e acompanhamento ao longo dos vários tópicos. O âmbito temático do seminário é muito relevante para o nosso futuro trabalho de tese, pelo que todo o investimento feito terá as suas repercussões.

Como iniciei o eportefólio deste curso de doutoramento no início do semestre em http://ida-doutoramento.posterous.com , fui alimentando com alguns recursos e trabalhos a página dedicada a este seminário. Nunca se consegue espelhar tudo quanto lemos, discutimos ou escrevemos, o processo de reflexão leva-nos a fazer escolhas do que é mais relevante registar. Fica para memória futura um registo que possivelmente será interessante recordar mais tarde.

Trabalhos em grupo/par

Penso que os trabalhos de grupo e em par correram bastante bem, em sintonia e em comum acordo, sem problemas na distribuição das tarefas e cumprindo os prazos. Tive a oportunidade de experimentar um novo sistema de videoconferência (BigBlueButton) que o Rui Costa tinha instalado na UBI e tive um contacto com a escola nacional de bombeiros através do Vitor Reis que me proporcionou um maior conhecimento sobre uma realidade que era mais distante do meu universo profissional e pessoal.

Quanto aos trabalhos dos temas de recolha e análise de dados, tive alguma dificuldade em os separar e, penso que teria vantagem em introduzir a ferramenta Nvivo (ou outra idêntica) logo na fase da recolha, pois teria facilitado a transcrição aúdio/video da discussão de grupo. Percebo as razões para a organização e sequência dos temas, na ótica da tutoria, mas para mim as duas fases deste trabalho só fazem sentido juntas, daí a opção da apresentação do trabalho no seu conjunto, reunindo os temas 4 e 5..

Participação nos fóruns

A participação nos fóruns é uma das vertentes que considero também muito relevantes nos cursos online, pois das interações com os colegas vamos percecionando outras visões e trocando outros recursos, em virtude dos diferentes contextos profissionais e experiências de vida.

Dado que me encontro a frequentar o curso a tempo parcial, para além dos recursos disponibilizados na unidade curricular, pesquisei e li muitos outros, que julgo ter espelhado, pelo menos em parte, nas discussões.

Trabalho final

O trabalho final não constituiu problema de maior, pois desde que me inscrevi no doutoramento que tenho os objetivos da futura tese delineados e, até ao momento, não mudei de ideias. Veremos se terei condições para concretizar esse trabalho e se conseguirei dar o meu contributo com a dignidade que a questão merece.

Portanto, tendo por base o percurso percorrido sobre os métodos e as técnicas de recolha de dados, não foi problemática a opção da metodologia de «estudo de caso» tentando fundamentar com o que os autores de referência dizem e conciliar com os objetivos da proposta de investigação.

http://trabalho1final1metodos1investigacao.pbworks.com

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